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Categoria: Entrevistas

“Tento dar o máximo ao grupo”, destaca revelação da Punta Cup

 

Há cerca de três semanas, um menino natural da cidade gaúcha de Três de Maio, conversava normalmente com os amigos em um site de bate-papo, quando um deles soltou a notícia: "Mano, olha lá no site da Punta Cup!". Ao seguir o conselho, Dionatan Chaves da Silva, mais conhecido como Natan, via o seu nome no rol das premiações de um dos principais torneios latino-americanos da categoria sub-18. Ele havia sido eleito a Revelação do campeonato conquistado pelo Internacional no Uruguai.

Nesta entrevista exclusiva ao site oficial do Galícia, o meia do azulino (atualmente com 18 anos) revela detalhes interessantes de sua vida, o que tem achado da experiência de atuar pelo granadeiro e como costuma infernizar a vida dos defensores adversários dentro de campo.

Site oficial: Como você recebeu a notícia de que havia sido eleito jogador revelação da Punta Cup?

Natan: Eu estava conversando com meus amigos no MSN (Messenger), daí um deles falou pra mim assim: "Mano, olha lá no site da Punta Cup!". Então eu fui lá ver, e na parte de premiações tinha meu nome, como Revelação do campeonato.

Site oficial: A quem você dedica essa escolha?

Natan: A Deus, primeiramente, pois sem ele não somos nada, ao técnico Ferreira [Cleibson, que trabalhou com ele na Base, em 2010], ao técnico Guilherme Toscano e ao diretor da Base, Amilton Rêgo – eles tiveram uma conversa comigo antes da viagem, o que me ajudou muito.

Site oficial: Como você viu a participação do Sub-18 do Galícia na Punta Cup?

Natan: Bem, foram duas vitórias e duas derrotas. Em um torneio deste nível foi sim uma boa participação. O grupo está de parabéns.


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atan (ao centro) disputou o Campeonato Baiano Juvenil em 2010/Foto: Arquivo pessoal

Site oficial: Quando foi que você chegou ao Galícia?

Natan: Foi dia 9 de setembro de 2010, por meio dos meus empresários [Miguel Gareppe e Sérgio Simões] e um grande amigo que se chama Ivanor(Ivo).

Site oficial: E como foi a sua adaptação à Bahia? Teve alguma dificuldade?

Natan: Foi um pouco demorada, difícil, por eu estar longe da família e amigos. A maior dificuldade que tive foi me adaptar com o calor excessivo.
 
Site oficial: De que forma você se descreve em campo? Quais são as suas características?
 
Natan: Sou um jogador que tento dar o máximo ao grupo. Habilidoso, rápido, técnico e objetivo.
 
Site oficial: Quando foi que você começou a jogar futebol e aonde?
 
Natan: Comecei jogando futebol de salão na Escola Estadual de Ensino Fundamental Professores Langendonck, no bairro do Guarujá, em Porto Alegre. No campo mesmo eu comecei com 10 anos de idade, no Sporting Sul – time que disputava o Campeoanto Gaúcho.
 
Site oficial: Qual é o bairro onde você foi criado em Porto Alegre?
 
Natan: No Guarujá, na zona Sul.
 
Site oficial: Você tem mais irmãos? Tem alguma lembrança marcante da sua infância?
 
Natan:Tenho cinco irmãos (Mateus, Igor, Cleiton, Everton e Vitória). Fui o segundo a nascer. A lembrança mais marcante foi o nascimento de minha irmã, Vitória (de 3 anos), que nasceu lá em casa mesmo, porque não houve tempo de o parto ocorrer na maternidade.
 
Site oficial: O que você gosta de fazer quando não está jogando futebol?
 
Natan: Sair com os meus amigos, jogar videogame, ir ao shopping e curtir minha família. 



Site oficial: Qual é o estilo de música que você mais gosta?
 
Natan: Pagode e funk.

Site oficial: Tem algum ídolo em especial no futebol?

 
Natan: Cristiano Ronaldo, que é um jogador diferenciado.

Site oficial: Como você encara o assédio pelo seu futebol?

 
Natan: Nem me envolvo nisso. isso fica por conta dos meus empresários, que nunca me falam nada, até para não criar alguma falsa expectativa.

Site oficial: Deixe um recado para a torcida do Galícia.

 
Natan: Obrigado ao Galícia por ter me recebido de braços abertos e a todos que me ajudaram a evoluir.

 

Meia Fábio Costa está de volta ao Galícia

A diretoria do Galícia confirmou na manhã desta terça-feira, 22 de março, o retorno do meia Fábio Costa ao clube. O reforço de 32 anos foi o principal jogador do time no Campeonato Baiano da Segunda Divisão de 2010, quando marcou cinco gols e deu assistências importantes para os companheiros em outras oportunidades. Ele estava no Atalaia (AL).

Fábio Costa teve passagens pelo Bahia, Tuna Luso (PA), Mamoré (MG), Guarani (SP), Mogi Mirim (SP), Coruripe (AL) e Votoraty (SP), tendo atuado também no Pogón Szczecin, clube da primeira divisão da Polônia. Ele participou do último título estadual do tricolor baiano, em 2001.

Assista a entrevista de Fábio Costa concedida à TV Galícia em 2010:

 

Assista a lances de Fábio Costa com a camisa azulina – ele marca (de letra) o primeiro gol na vitória contra o Ypiranga, em Pituaçu:

 

 

Beto Boullosa: uma ponte de amor entre o Galícia e a Espanha

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Beto Boullosa posa para foto em Pontecaldelas, na Galícia, terra natal de seus avós/Foto: Divulgação

Existe uma expressão popular que diz que "o amor desconhece fronteiras". José Roberto de Freitas Boullosa, mais conhecido como Beto Boullosa, é uma prova de que, de fato, ela é verdadeira. Baiano, natural de Saúde (cidade localizada a 353 km de Salvador), ele mora em Barcelona (Espanha) desde 2002, onde coordena o grupo de desenvolvimento de software de uma fundação de pesquisa.

O que pouca gente sabe é que, apesar da distância que separa a Espanha do Brasil, Beto Boullosa não deixou de cultivar uma de suas maiores paixões: o Galícia Esporte Clube. Mesmo em Barcelona, ele criou o site Granadeiros Azulinos em 2005, antes mesmo do atual site oficial do clube. Um ano antes já havia criado a primeira Comunidade do Galícia no Orkut.

Nesta entrevista (por e-mail) concedida ao assessor de imprensa do Galícia, Murilo Gitel, Beto Boullosa revela mais detalhes de sua história de amor com o granadeiro da Cruz de Santiago, relata de que forma é possível alimentar tamanha paixão mesmo de tão longe e comenta sobre o que pensa da atual situação do clube.

Site oficial: Quando é que começa a sua relação com o Galícia?

Beto Boullosa: Sou galiciano desde pequeno, já que meu pai [José Manoel Garrido Boullosa Martinez, conhecido como Pepe Boullosa] era filho de galegos e torcedor granadeiro de toda a vida (ele foi inclusive membro da diretoria do clube).

Site oficial: Quais são as suas recordações mais latentes do clube?

Beto Boullosa: Quando nos mudamos para Salvador, em 1980, foi que comecei a acompanhar o Galícia, tinha somente 10 anos. Para minha sorte, foi o ano daquele time inesquecível de Pirulito, Washington, Rangel e companhia, comandados pelo grande e saudoso Aymoré Moreira.
 
Site oficial: Como é acompanhar o clube morando tão longe? O que você faz para amenizar essa saudade?
 
Beto Boullosa: Hoje em dia, com as novas tecnologias, é muito mais fácil. Antes de vir para a Espanha, morei por cinco anos no Rio de Janeiro. Por incrível que pareça, naquela época, mesmo estando no Brasil, era mais difícil acompanhar o Galícia que hoje em dia morando na Espanha. Para obter informações, utilizo o Orkut, sites esportivos, jornais on-line e e-mails de galicianos que me mantêm informado sobre o dia-a-dia do clube. Quanto aos jogos, os acompanho através de rádios on-line, sempre que há esta possibilidade. Nesse ponto, um comentário: é incrível que para acompanhar os jogos do Galícia eu tenha que recorrer a rádios on-line do interior do estado, que transmitem esses jogos quando enfrentamos os times de suas cidades. Se fosse depender das rádios de Salvador, estaríamos condenados quase a um apagão informativo.
 
Site oficial: Quando foi que você teve a ideia de criar o site Granadeiros Azulinos e qual era o teu objetivo?
 
Beto Boullosa: Comecei o Granadeiros Azulinos em outubro de 2005, o primeiro post está aqui: http://www.granadeiros.com/2005/10/bem-vindos. Meu principal objetivo era dinamizar a presença do Galícia na internet, agregando informações que o site oficial não comportava e funcionando como um canal complementar à comunidade do Galícia que eu havia criado no Orkut pouco mais de um ano antes. Todos os grandes clubes têm, além do site oficial, um ou mais sites criados por e para os torcedores, e com o Demolidor de Campeões não poderia ser diferente. Coincidiu também com a volta do time profissional à Segunda Divisão poucos meses depois, o que foi um outro fator que me incentivou a levar adiante aquele projeto pessoal, que já madurava há muito tempo.

Site oficial: Algumas pessoas sugerem que o Granadeiros Azulinos tenha tradução para a língua espanhola (ou até mesmo para o galego), pois isso, segundo elas, ajudaria a estreitar mais a relação do clube com a Espanha. Existe esta possibilidade?

Beto Boullosa: Possível é, mas no momento está fora dos meus planos, pois significaria um esforço muito grande, principalmente se eu tivesse que traduzir todo o material já publicado no site, que seria minha ideia.
 
Site oficial: Você também foi o criador da Comunidade do Galícia no Orkut (a mais frequentada atualmente, com mais de 1.500 membros). De que forma você avalia a importância dela?
 
Beto Boullosa: Criei a comunidade do Galícia em 5 de maio de 2004, quando o Orkut ainda estava na sua infância, com apenas quatro meses de existência. Até onde eu sei, foi a primeira comunidade de clubes de futebol da Bahia no Orkut (as primeiras comunidades do Bahia e do Vitória, por exemplo, foram criadas uma semana depois da minha). No começo, éramos só o meu irmão Neca Boullosa, meu amigo Joniel Franco e eu. O Orkut ainda era desconhecido no Brasil. Em pouco tempo, nossa comunidade foi crescendo de forma inesperada até para mim, agregando pessoas de todas as partes. Hoje em dia, temos mais de 1.500 usuários, e esse número só não é maior porque controlo a entrada de fakes, para manter o nível das discussões e evitar problemas (somente no último ano bloqueei ou removi quase 100 usuários fakes).
 
A minha não é a única comunidade do Galícia, naturalmente. Mas pelo próprio tempo que tem de criada, converteu-se na maior, e é natural que sirva como um pólo mobilizador e de atração de inúmeros galicianos e simpatizantes que encontram nela um canal onde podem informar-se, debater e comentar de maneira fraterna essa paixão que nos move a todos. 
 
Além disso, ao longo desses anos, a comunidade tem tido a participação de membros da diretoria e da comissão técnica, jogadores e seus familiares, sócios da Atag [Associação dos Torcedores Amigos do Galícia] e outras pessoas ligadas ao clube, o que faz com que a integração entre o Galícia e a torcida se torne mais dinâmica e direta, o que, a meu ver, é um fato muito positivo.
 
Site oficial: Qual é a sua opinião sobre o atual momento do Galícia?
 

 

 

Beto Boullosa: O Galícia está num momento crucial. Com o retorno à Segunda Divisão, em 2006, houve uma espécie de renascimento do torcedor granadeiro, uma onda de otimismo que vivenciei e presenciei no Granadeiros Azulinos e na comunidade do Orkut, todos confiantes de que o Galícia, pelo seu próprio nome, história e tradição, iria inexoravelmente conseguir o acesso, mais cedo ou mais tarde. Este sentimento se viu reforçado depois das duas boas participações em 2006 (terceiro lugar) e 2007 (vice-campeonato), quando por pouco não subimos. 
 
Entretanto, veio o banho de água fria em 2008, quando terminamos em oitavo lugar, seguido por duas outras participações decepcionantes em 2009 e 2010, mesmo com o clube tendo alavancado bons patrocínios e parcerias naqueles dois anos. Isto deu lugar a uma onda de pessimismo e fatalismo, a diretoria passou a ser muito mais cobrada e criticada, o que é absolutamente natural em qualquer clube em uma situação parecida.
 
O lado positivo que podemos extrair desta debacle dos últimos anos é que todos nos demos conta de que nosso time não vai subir somente por ser o Galícia, o primeiro tricampeão baiano, nem por ter uma estrutura relativamente melhor que alguns dos adversários. Mesmo porque não há nenhum adversário bobo na segunda divisão, os times do interior são um osso duro de roer, principalmente quando têm o apoio financeiro de empresas ou prefeituras.
 
Mais do que nunca, é preciso profissionalismo, é necessário um trabalho cuidadosamente planejado, conhecer bem os adversários, preparar o time com antecedência, lutar com todas as forças para subirmos já, o quanto antes. Caso contrário, correremos o sério risco de nos tornarmos um desses muitos clubes de passado brilhante que caíram para sempre no ostracismo. É um círculo vicioso muito perigoso, pois a cada ano que não subimos, perdemos mais e mais o apoio da torcida que nos resta, e com isso se torna ainda mais complicado subir. 
 
Lembremos que em 2007 o clube conseguiu reunir uma torcida incrível na final contra o Feirense (para os padrões da Segunda Divisão): cinco mil pessoas na Fonte Nova. O potencial para crescer, portanto, temos, está aí. Mas não podemos pôr a perder este potencial dando-nos ao luxo de passar mais um ano na Segunda Divisão. É muito importante que o clube escute todas as opiniões para encontrar assim os melhores caminhos para sairmos juntos da situação em que nos encontramos, e nesse ponto contamos com uma referência importante que é a Atag, sempre disposta a ajudar e dar apoio à diretoria no que for preciso.
 
Site oficial: Qual é o seu time inesquecível do Galícia?
 
Beto Boullosa: O time de 1980, o primeiro que vi, terá sempre um lugar especial na minha memória. Helinho, Pirulito, Rangel, Washington, Robson, Esquerdinha e seus companheiros marcaram época realmente.
 
Site oficial: Você está otimista quanto ao clube voltar para a primeira divisão neste ano?
 
Beto Boullosa: Este ano o time começou a preparação com bastante antecedência, o que por si só já é um fator positivo. O treinador, apesar de relativamente desconhecido, tem muito boas referências. E os reforços que estão sendo divulgados estão agradando, apesar de ainda estarmos deficientes em algumas posições. Uma coisa que me dá confiança é o fato de o time estar fazendo amistosos contra equipes mais fortes, comparando com anos anteriores em que quase não houve amistosos preparatórios. O clube parece ter tirado algumas lições do passado, o que nos dá algum alento.
 
Porém, como disse antes, não há adversários fáceis na segunda divisão. Portanto, é preciso muita preparação e trabalho, e só cantar vitória ao final, depois do objetivo ser atingido. Digamos que estou com um otimismo cauteloso, aguardando a nossa estreia para ver se o time vai corresponder às nossas expectativas.

Atualizada às 20h45 para correção de informação.

 

 

 

 

 

Entrevista com Cleibson Ferreira


O novo técnico do Galícia posa para foto no Parque Santiago/Foto: Murilo Gitel

Quem se depara com Cleibson Ferreira pela primeira vez, demora a acreditar que está diante de um técnico de futebol experiente, com passagens por clubes do Nordeste e até mesmo da Bolívia, onde ele também atuou como jogador. Aos 38 anos, o treinador ainda demonstra o jeitão de um atleta e o sorriso de um menino. No entanto, basta uma rápida conversa com o profissional para perceber que determinação não lhe falta. Um bom exemplo é o fato de que o novo técnico do Galícia deixou a esposa e o filho de menos de um ano de idade em Pernambuco, em busca de um só objetivo: ajudar o granadeiro a subir para a primeira divisão do Campeonato Baiano.

Anunciado na quinta-feira, 27 de janeiro, o novo treinador do Galícia concedeu entrevista ao assessor de imprensa do clube, Murilo Gitel, na sede administrativa do Parque Santiago. Conheça agora parte da filosofia de trabalho de Cleibson Ferreira e o que ele pretende para o clube em 2011.

Site oficial: Em primeiro lugar, seja bem vindo! Quando você foi convidado para ser o técnico dos Profissionais do Galícia?

Cleibson Ferreira: Os primeiros contatos do clube para comigo foram feitos em 2010. No entanto, como já havia terminado o Campeonato Baiano da 2ª Divisão, eu acabei ficando com a Base [juvenil]. A direção me apresentou um projeto muito interessante, que tem o objetivo de recolocar o Galícia na 1ª Divisão do Campeonato Baiano e foi isso que me motivou a sair de Pernambuco.

Site oficial: O diretor das Categorias de Base do Galícia, Amilton Rego, é pernambucano, assim como você. Ele já conhecia o teu trabalho?

Cleibson Ferreira: O Amilton conhecia o meu trabalho desde os tempos de Náutico, clube pelo qual se eu não me engano ele é conselheiro. Eu trabalhei lá três anos, desde as categorias de base até o profissional, onde fui auxiliar técnico e também treinador principal da equipe B. Então, de uma forma ou de outra ele e Nonato me procuraram eu acabei vindo.

Site oficial: Você chegou a ser Observador Técnico das Seleções Brasileiras de Base aqui no Nordeste e teve uma passagem muito vitoriosa na Base do Náutico. No entanto, você também treinou equipes profissionais. Quais foram esses clubes?

Cleibson Ferreira: Eu comecei minha carreira de treinador na Bolívia, onde eu tive uma boa passagem ainda como jogador. Eu treinei o Sub-20 de uma equipe chamada Deportiva Fancesa e depois treinei o Stormers (Profissional). Desde então, eu trabalhei em outros clubes, como o Imperatriz do Maranhão, no Vera Cruz de Pernambuco (na 1ª divisão), no Codó (MA) – depois é que eu fui trabalhar com a Base do Náutico.

Site oficial: Qual foi o planejamento que a diretoria passou para você, a medida que o Campeonato Baiano da 2ª Divisão começa no dia 3 de abril?

Cleibson Ferreira: Nós começamos o trabalho cedo porque não temos tempo a perder. O clube não pode mais errar. Quanto menos errarmos será proveitoso. Durante 15 dias faremos avaliações, pois tem muitos jogadores aqui para serem avaliados. Depois disso, em meados de fevereiro, nós começaremos de fato a nossa pré-temporada, quando já teremos os primeiros reforços e uma noção do grupo com o qual vamos trabalhar. É natural que eu indique alguns atletas, até porque nós sabemos que iremos disputar uma competição difícil, mas também pretendemos contar com alguns dos jogadores que deram certo aqui no clube em um passado recente, que deixaram uma boa impressão.

Site oficial: E como é o estilo Cleibson de trabalhar?

Cleibson Ferreira: Eu sou disciplinador, um pouco rígido. Eu gosto de trabalho, dedicação e comprometimento. Eu não sufoco ninguém, porém, os atletas precisam saber porquê eles vieram. Eles estão em uma cidade praiana, bonita, maravilhosa, mas o intuito aqui é fazer um bom trabalho e subir a equipe – para tanto é preciso disciplina.

Site oficial: Você é um treinador bastante jovem (38 anos), apesar de já possuir certa experiência. Como lidar com essa meninada?

Cleibson Ferreira: Esta é uma pergunta muito interressante. Eu recentemente estava conversando com o Roberto Fernandes, que é um ano mais jovem do que eu, e com o Dado Cavalcanti, lá de Pernambuco, que também tem a minha faixa etária. Sempre tocamos nesse assunto: pôxa, o treinador jovem… Eu comparo o treinador jovem ao atleta jovem. Ele quer o espaço dele e quando a oportunidade é dada, ele faz de tudo para aproveitá-la da melhor forma possível.

Site oficial: Em relação ao esquema tático de jogo, há treinadores que preferem o 4-4-2, outros o 3-5-2 e, agora a grande moda é o 4-2-3-1, utilizado pela maioria das seleções na última Copa do Mundo, por exemplo. Você tem um esquema preferido?

Cleibson Ferreira: Falar sobre esquema de jogo é bastante delicado. Depende muito dos jogadores que você têm no grupo. Não adianta eu chegar aqui e dizer que gosto de um sistema bem ofensivo, com três atacantes, se eu não tenho esses três atacantes de qualidade aqui. Eu gosto de uma equipe ofensiva, que joga bonito, faz muitos gols, mas também gosto muito do time que marca muito. Além do mais, nós podemos mudar o esquema durante o jogo, a depender das circunstâncias.

Site oficial: O Galícia já está na segunda divisão do Campeonato Baiano há 11 anos. Naturalmente, o torcedor, que é apaixonado, sofre muito com essa situação, levando-se em conta que o Galícia tem uma história gloriosa. Os últimos técnicos que passaram por aqui demonstraram ter sentido essa pressão. Você está preparado para enfrentá-la?

Cleibson Ferreira: Com certeza. O futebol brasileiro é isso. Não é só com o Cleibson Ferreira, mas também com o Vanderlei Luxemburgo, com o Muricy Ramalho – a pressão existe a todo tempo. É a cultura do nosso futebol, que infelizmente só vê o resultado. Mas de ums coisa você pode ter certeza: nós vamos formar uma equipe competitiva, capaz de chegar bem na frente, criar várias situações de gol e, ao mesmo tempo, com muito poder de marcação.

Site oficial: Você tem acompanhado o futebol baiano?

Cleibson Ferreira: Nessa profissão, nós sempre estamos atentos ao mercado. Eu conheço bons jogadores aqui no futebol baiano e no restante do Brasil, mas meu foco de atuação nos últimos anos tem sido o Nordeste. Eu sempre estou buscando informações. Sento, por exemplo, com os diretores do Galícia para saber quem já passou por aqui, como passou, onde está. Leio matérias nos jornais, acesso sites – todo esse trabalho é importante.

Site oficial: Como está sendo formada sua Comissão Técnica?

Cleibson Ferreira: O preparador físico já está aqui [no PST]. É o Joilton Simões, que estava no Picos (PI). Até domingo deve chegar o meu auxiliar técnico, Paulo Araújo, que trabalhou comigo no Petrolina (PE). Faremos de tudo para formarmos uma comissão técnica focada nesse objetivo de subir para a primeira divisão. Fui procurado por outros clubes e comentei desse interesse junto a diretoria do Galícia, mas escolhi esse grande desafio de trabalhar aqui, de subir para a primeira divisão.

Site oficial: Sua família ficou em Pernambuco?

Cleibson Ferreira: Sim. Sou casado, tenho um filho recém nascido, o que me dói bastante, mexe bastante com a gente, mas dá muita motivação para lutar. Quando eu cheguei para trabalhar no Juvenil do Galícia ele só tinha 15 dias de vida. Então, certamente eu vou dizer para os meus jogadores: olha, cara, eu não deixei meu filho lá para vir brincar aqui. O momento agora é de trabalho e é através dele que eu tiro o meu sustento. A palavra chave do grupo desse ano é comprometimento. Vocês vão ver um grupo comprometido, a fim de fazer com que esse clube volte para o lugar de onde nunca deveria ter saído. Um Galícia renovado, vencedor, que em breve voltará à mídia, com muita coisa boa para mostrar.

– Conheça a carreira do novo técnico do Galícia –

TV Galíciaec entrevista o meia Fábio Costa

 

Murilo Gitel/Ascom

A TV Galíciaec entrevistou recentemente o meia Fábio Costa, autor do gol da vitória do granadeiro contra o Camaçariense, no último dia 4, em partida válida pela estreia do azulino no Campeonato Baiano da Segunda Divisão.

Assista ao vídeo e fique por dentro de um pouco mais da carreira do habilidoso meia-atacante. Ele aproveita para chamar o torcedor galiciano para o jogo de sábado, 17 de abril, contra a Juazeirense.

Nos próximos dias, a TV Galíciaec exibirá novas entrevistas!

“Não vim para brincar”, afirma Tarcísio Cardoso

Com jeito mineiro e experiência paulista, Tarcísio Cardoso já encontra-se hospedado no Parque Santiago/Foto: Murilo Gitel/Ascom

O pensamento de trazer um técnico de fora da Bahia para comandar o Galícia em 2010 começou a ganhar corpo desde o ano passado. A partir de então, o nome de Tarcísio Cardoso da Mota passou a ser observado com mais atenção. Mineiro de Paracatu, mas radicado em São Paulo há cerca de 30 anos, este profissional de aparência humilde e olhar determinado estava trabalhando como auxiliar dos profissionais do Clube Atlético Monte Azul, atualmente na primeira divisão do Campeonato Paulista.

Por volta das 23h de segunda-feira, 22 de fevereiro, Tarcísio Cardoso desembarcava em Salvador rumo ao Parque Santiago, sua nova morada nos próximos meses. Ele deixou um emprego fixo em seu antigo clube e o convívio da família para aceitar o desafio de ajudar o Galícia a retornar à elite do futebol baiano em 2010.

Na terça-feira, 23, ele concedeu entrevista à assessoria de comunicação do Galícia, na qual revelou o que pensa sobre essa oportunidade. É dele a missão de formar a equipe que vai disputar o Campeonato Baiano da Segunda Divisão, que começa no dia 4 de abril.

Com a palavra, o comandante.

Desde quando o senhor trabalha com o futebol?
Comecei minha carreira como jogador no Gama e posteriormente fui para o Vila Nova-GO. Lá eu cheguei a ser campeão goiano na década de 1980. Depois eu fui contratado pelo Taguaritinga, do interior de São Paulo, onde eu fiz um bom Campeonato Paulista. Então eu comecei a rodar pelo interior de São Paulo. Joguei também no futebol paranaense e retornei para São Paulo, onde encerrei minha carreira no Olímpia (em 1988) – que hoje está na terceira divisão do Paulista, mas já esteve na primeira.

Como treinador eu sou discípulo de Otacílio Pires de Camargo, mais conhecido como Cilinho. Passamos então a trabalhar juntos. Por onde ele andava eu era convidado a ir junto. Fui auxiliar dele na Base tanto do São Paulo como do Corinthians. Depois de seis anos ele resolveu se aposentar. Foi quando eu comecei a caminhar sozinho. Trabalhei no Votuporanguense, onde fui técnico e ascendi da série B para a A-3 do Paulista. Hoje os direitos do clube foram licenciados e ele está federado com o nome de Hortolândia.

Fui para a Associação Desportiva Guarujá, que disputa o Paulista Sub-23 (a chamada série B), e depois ajudei a subir os profissionais do Monte Azul. Na sequência, já em 2008, o presidente do Monte Azul [Ricardo Arroyo], que é um cara novo e tem a cabeça muito boa, me convidou para trabalhar com as categorias de base do clube. Chegamos perto das finais em 2009, graças à boa estrutura que eles têm lá. Trabalhei como coordenador dos profissionais na volta do Monte Azul à elite do Paulistão, e agora estou aqui.

Quais são as informações que o senhor possui sobre o Galícia?
Eu sempre gostei muito de acompanhar o futebol. Sei da grandeza do Galícia, o que muito me honra por estar aqui agora. Acompanhava os resultados do Campeonato Baiano ainda na época em que o Galícia estava na primeira divisão. Agora, aqui no Parque Santiago, tenho sido constantemente informado sobre o clube. Espero que Deus nos abençoe! Torço que ele nos dê a oportunidade de ajudar o Galícia a voltar para a primeira divisão.

O senhor é religioso?
Sou evangélico, da Congregação Cristã do Brasil, mas respeito as crenças de todas as pessoas.

Quais são os teus principais objetivos no comando do clube?
Montar uma equipe que fique entre as duas melhores da competição. Primeiramente é se classificar no grupo para depois lutar pela vaga às finais. A prioridade é essa. Depois vamos nos dedicar a outras questões importantes, como revelar os jogadores das categorias de base, fazer um trabalho mais intensivo nesse sentido, com a estrutura necessária. Não deixei São Paulo para vir à Bahia à toa. Não vim para brincar: estou aqui para ser no mínimo vice-campeão. Minha família está lá, assim como o emprego fixo que eu tinha no Monte Azul. Estou no Galícia para vencer!

A tua carreira de técnico foi feita basicamente em São Paulo. Com o passar do tempo nós vamos conhecer como o senhor gosta de trabalhar. Mas como o Tarcísio Cardoso se define? Jogas com o time na beira do campo ou és mais retraído?
Tudo depende das condições do jogo. O treinador só vai se esguelar à beira do campo se a equipe dele não estiver rendendo. Se você orienta a sua equipe durante a semana e ela é inteligente, corresponde dentro de campo, você vai falar e gesticular menos. Agora se ela estiver uma bagunça, eu viro bicho. Gosto da equipe “pegadora”, vibrante. As divisões inferiores do Campeonato Paulista são nesse estilo, de pegada. Os caras não podem nem pensar em dominar a bola que já tem gente no cangote deles. Temos que ter um time inteligente, que saiba envolver o adversário quando tem a bola e marcar sem ela. Minha equipe tem que ser “arrumadinha” em campo e muito guerreira.

E como o senhor gosta de ver a concentração antes dos jogos?
Eu sou um cara que procuro ser amigo dos atletas, mas há limites. Concentração, por exemplo, é para concentrar. Sou chato em relação a esse ponto. Jogador não pode usar celular às vésperas do jogo. Tira a atenção. Imagine um empresário, familiares, namorada em contato com o atleta no dia de jogo… Ele precisa estar concentrado.

O que a diretoria conversou com o senhor a respeito de contratações?
Quero estar com 50% do time até segunda-feira. A direção e os empresários de confiança dela têm ao todo 26 jogadores aqui. Irei avaliá-los até domingo. Os que tiverem qualidade ficarão. Os que não tiverem, infelizmente terei que dispensar. Só então veremos a questão “contratações”.

Há a possibilidade de o senhor indicar jogadores do futebol paulista?
Sim, caso a diretoria ache conveniente. O problema nesse caso é a questão salarial, já que lá [em São Paulo] o mercado trabalha com pisos salariais mais altos do que em outras regiões do Brasil.

Existem técnicos que gostam de trabalhar no sistema 4-4-2, outros no 3-5-2, e hoje a moda aqui no Brasil já parece ser o 4-2-3-1. O senhor tem uma formação técnica preferida?
Depende muito do material humano à disposição. Se eu tiver atletas no grupo que se adaptam melhor ao 4-4-2, o melhor esquema é o 4-4-2. Já se as características deles façam com que o time jogue melhor no 3-5-2, então este é o melhor esquema. Agora, eu confesso que gosto da proposta do 3-5-2. Só não defino nada antes de observar.

Qual é a sua impressão inicial sobre a estrutura do Galícia?
Agrada-me bastante. O único problema é o campo para os treinamentos, pois a qualidade do gramado deixa a desejar. Mas a diretoria sinalizou que poderemos treinar em outro lugar antes da competição. O trabalho físico dá para fazer aqui, mas o tático, coletivo, de finalizações, fica complicado. É até perigoso perdermos algum jogador para determinada partida. No mais, não tenho nada a reclamar. Estou gostando.

O Galícia está há 11 anos na segunda divisão estadual, fato este que incomoda bastante os torcedores do clube. Preparado para as cobranças?
Há cobranças em tudo na nossa vida. Você é cobrado no seu jornal, na sua emissora, eu também sou na minha profissão. Imagine o que é trabalhar em um Corinthians. Lá, mesmo na base, a pressão é enorme. Mesmo assim, eu sempre superei isso com a qualidade do trabalho. Eu gosto de críticas construtivas. Sei que serei criticado, mas estou preparado. A crítica positiva eu quero no final do campeonato. É lá que ela vale.

Se pudesse mandar um recado para o torcedor do Galícia, qual seria a mensagem?
Vamos precisar de todos vocês. O momento é de união, de agregar em prol de um objetivo único, que está relacionado a nós todos. Compareçam aos jogos do Galícia, nos incentive, que se Deus quiser chegaremos às finais. Um grande abraço!

Perfil

Nome: Tarcísio Cardoso da Mota
Data de nascimento: 13/9/1959
Cidade natal: Paracatu-MG.
Principais clubes como jogador: Gama-DF, Vila Nova-GO (campeão goiano), Taguaritinga-SP, Londrina-PR e Olímpia-SP.
Clubes como técnico: Monte Azul (2001-2008-2009), América de Rio Preto (2002), Guarujá (2003) e Votuporanguense (2003).
Clubes como auxiliar técnico: América de Rio Preto (2002), São Paulo (2004-2006), Corinthians (2007) e Monte Azul (2009-2010).