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Conheça mais sobre São Francisco do Conde – cidade sede do Galícia no Acesso


Vista aérea de São Francisco do Conde/F
oto: Roberto Costa Pinto

O Galícia  começa a caminhada rumo a primeira divisão do futebol baiano em 2013 neste sábado, 28 de abril, as 16h, contra o Cruzeiro, no estádio Junqueira Ayres, em São Francisco do Conde. Embora o mando de campo da estreia seja do adversário neste final de semana, é lá também que o granadeiro da Cruz de Santiago mandará suas partidas no Campeonato Baiano da Segunda Divisão 2012. Chegou a hora de o torcedor azulino conhecer, portanto, um pouco mais da cidade-sede do clube neste ano.

História

Em 1618, por ordem do Conde de Linhares, foi construído no alto de um monte, no Recôncavo Baiano, um convento e uma igreja, onde, mais tarde, surgiria a cidade de São Francisco do Conde, em 1698. O nome homenageia o padroeiro da cidade e o conde Fernão Rodrigues, que herdou o terreno do 3° governador-geral do Brasil, Mem de Sá. A região onde fica a cidade foi conquistada pelo império português através de guerras travadas contra os índios que viviam nas margens dos rios Paraguaçu e Jaguaribe.

São Francisco do Conde, terceiro município do Recôncavo, guarda um grande patrimônio do Brasil Colonial. A cidade é rica em sobrados, igrejas e engenhos, construídos durante a administração portuguesa no país. A arquitetura imponente é um convite para um passeio ao século XVI, relembrando e mantendo viva uma parte importante da história do Brasil. O município se localiza em uma área na qual ainda se preserva reservas de Mata Atlântica e riquíssimos manguezais, contribuindo para a biodiversidade da região.

No passado, a riqueza da cidade se baseava nas plantações de cana de açúcar que deram início ao desenvolvimento econômico da área. Hoje, a extração, o refino e o processamento de petróleo são as principais atividades econômicas da região. São Francisco do Conde mantém o clima de cidade do interior, com sua arquitetura barroca, com a tranqüilidade e com seu porto de canoas para os pescadores. A cidade também está se desenvolvendo e possui uma orla marítima bela, urbanizada e moderna, trazendo um apaixonante contraste visual.

A diversidade de etnias que ajudou a construir São Francisco do Conde culturalmente está presente no cotidiano da cidade. As palmeiras imperiais, símbolo da administração portuguesa, estão por toda parte, as construções coloniais são majestosas e conservam a memória da região.  Os Tupinambás e os Caetés Negros deixaram de legado, entre outras coisas, uma rica gastronomia. O mingau de farinha de milho, a tapioca e o preparo do peixe assado na folha de bananeira são exemplos dessa herança. A habilidade com a pesca e a técnica das mulheres marisqueiras também surgiram com os primeiros habitantes da região. São Francisco do Conde possui uma história riquíssima e que se confunde com a história do Brasil. A cidade é única e consegue reunir história, cultura e a tranqüilidade típica do Recôncavo Baiano em um só lugar.

Informações gerais

Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2009, era de 31.699 habitantes.

São Francisco do Conde pertenceu a Salvador até 1698, quando o município foi emancipado.

É o município brasileiro com maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

A arrecadação municipal de impostos ligados à produção e refino de petróleo pela refinaria RLAM, da Petrobras, é de cerca de R$ 200.000.000 de reais por ano, segundo dados do IBGE.

Dotada de lugares paradisíacos, como a Ilha das Fontes e a praia da Ilha de Cajaíba, São Francisco do Conde também é o berço de dois dos maiores jogadores da história do futebol baiano: Osmar e Baiaco. O meia-atacante Osmar Machado já vestiu várias camisas, mas admite que sempre se sentiu mais a vontade com a camisa 10. O ex-jogador tem diversos times em seu currículo: jogou no Ypiranga, Galícia, Bahia, Fluminense, Fortaleza, Ceará, Paraná, entre outros, e terminou sua carreira levando o São Francisco do Conde para a 1ª divisão do Campeonato Baiano em 1995. O auge na carreira do jogador foi a conquista do Campeonato Brasileiro em 1988 pelo Esporte Clube Bahia.


O
smar, ex-Galícia, treinou a Seleção de São Francisco do Conde no Intermunicipal de 2011

Já Edvaldo do Santos, mais conhecido como Baiaco, foi um "frente de zaga" como poucos. Ídolo da torcida do Bahia, ele encerrou a carreira no Leônico, em 1981. Antes disso, foi um dos protagonistas da partida do tricolor contra o Santos, em 1969, quando marcou Pelé na Fonte Nova e ajudou a evitar que o "rei do futebol" marcasse seu milésimo gol naquela oportunidade. Como se não bastasse, Baiaco anotou naquele jogo o gol de empate dos baianos – ele fez apenas seis gols em toda a carreira.

Agradecimento

O Galícia Esporte Clube agradece o acolhimento da cidade de São Francisco do Conde em 2012, na pessoa da prefeita Rilza Valentim. Ao mesmo tempo, conclama os apaixonados por futebol do município a comparecer aos jogos do granadeiro no Junqueira Ayres, juntamente com os galicianos apaixonados que sairão de Salvador rumo ao Recôncavo.